sexta-feira, 6 de novembro de 2009

De pedras e horizontes

Sabe aquela propaganda que pergunta "O que faz você feliz?" Pois é. Tenho pensado sobre isso. Melhor. Comecei a agir sobre isso. Acho que essa história de ficar reclamando da vida, insatisfeito, e não fazer nada, não dá muito certo. Nunca fui mesmo muito disso não, mas sabe quando de repente dá um clique? Pois é. Deu.
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E por mais que seja demorado transpor e afastar todas as pedras do caminho, sei que não dependo só de minhas forças, que tenho um estimulante que não aparece em nenhum exame antidoping. Além disso, sei que Deus pode, num sopro, afastar todas as pedras, encurtando a estrada que parece tão longa, trazendo uma brisa de refrigério.
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Mas o melhor, é que não há só estrada. Há horizonte. Isso de uma perspetiva bastante material, objetiva e racional. Porque há também projetos nesse "ser feliz" cujos horizontes não vejo, mas que sei, pela fé, que existem, o que me impulsiona a confiar e continuar. Naquele outro projeto, de que falava inicialmente, o empecilho não é a falta de horizonte a "olho nu", mas as pedras, como disse, que parecem grandes e pesadas, quase intransponíveis. Mas eu prefiro esses caminhos de pedras àqueles "sem horizonte".
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Isso não é muito bom. Parece que é porque posso confiar um pouco em mim, na minha participação. E é isso, de certa forma. Não adianta negar nada ao Onisciente. Mas ao mesmo tempo eu sei que essa minha participação é tipo "participação especial" em filme. Talvez esteja mais para figuração. Mas a gente se vê lá, no filme. E sabe que não é dessa figuração que depende todo o filme, mas a gente se sente participando. Creio que é o que acontece comigo. A dependência total exige mais, tira-nos do controle, e isso é difícil. Mas estou em processo de aprendizagem. Lá, na falta de horizonte, não somos nem figurantes. E aí a gente precisa aprender a saber até quando esperar. Precisa aprender a discernir quando é que a demora significa apenas espere, e quando ela já é um não. Tenho tido vários indícios de que minha resposta é espere. Preciso agora aprender a esperar pacientemente...
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Voltando ao caminho preferido, o das pedras, não há também como saber o quanto durará a caminhada. E ainda assim, confio que chegarei lá. Acho que preciso ter mais fé. Ou talvez ampliá-la, diversificá-la. Afinal, o mesmo Deus que remove pedras visíveis, encurtando caminhos, é capaz de remover empecilhos invisíveis e nos fazer ver horizontes.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

1 ano!

O gatão aí embaixo fez no dia 1º de outubro um ano de pura gostosura e muitos miados altos. Pois é. Muito comunicativo, para conseguir o que quer ele mia. Bem alto! Se quer cafuné de manhã, mia. Se quer água, mia para a gente abrir a toneira da pia. Enfim. Ao contrário da mãe -silenciosa toda vida, se comunica pelo olhar -, Melca gosta da comunicação verbal. É um fofo. Irritante, quando cisma.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A dispersão dos gatinhos

Ando sem tempo, por isso não tenho passado por aqui. Serei breve. Os filhotinhos da Nina começaram a ir para seus lares definitivos.

No dia 11 de setembro, foi o Lilo com 46 dias. Foi para minha irmã. No início, a Lilica, gata mais antiga da casa, com 1 ano recém completados e já castrada, não gostou muito da ideia:

Essa situação de hostilidade aí acima já mudou. Agora, pasmem! O Lilo fica mamando nela! Se sai alguma coisa, ninguém sabe, mas a verdade é que ele ficam amarradão, por longo tempo mamando. E ela quietinha, deixando. Quando ele some, ela chama. Abre até a porta do guarda-roupa para procurá-lo! Que mudança, né? Mas para isso foi necessário um período de adapatação de 5 dias. Ou seja, para introduzir um novo bichano é preciso paciência. Não se pode desistir no primeito desentendimento entre eles. Normalmente esse período leva entre 5 e 7 dias. Se for um gato tinhoso como a minha Nina, a mãe do Lilo, o período será um pouco maior. Talvez 10 dias.
Depois eu posto fotos dessa nova linda amizade. Lilica se achando mãe do Lilo; Lilo achando que Lilica é mamãe.

Sábado passado, dia 19 de setembro, com 53 dias, foi embora o Heitor. Ele chegou de surpresa e foi uma alegria só. Os "papais" Erika e Jeff estão muito corujas. Eles não tinham nenhum animal, então Heitor está reinando abslouto. Seguem fotos dele aqui em casa. Depois a Erika vai me mandar algumas do novo lar.


No próximo fim de semana o Pooh (nome provisório) vai embora. Ele é um fofo também e adora o irmão mais velho.

No início de outubro, vai embora a Lindinha. Eu e a futura dona nos referimos a ela assim, mas não sei se será esse seu nome.

Então é isso. Como diz minha empregada, vamos perder a alegria da casa.

Maridim já está pensando na ninhada no ano que vem, pode?

Mas já entramos em um acordo: só cruzaremos a Nina com o lindão do persa cinza da Dani se houver ao menos 3 interessados e um que aceite fêmea! Dessa vez não planejamos e deu tudo certo, mas se não tivesse aparecido a Nil, que me pediu uma fêmea caso nascesse, teríamos ficado encrencados (eu bem que pensei em ficar com a gatinha).

Então é isso. Estamos contando com uma próxima ninhada de 4 mesmo, já que a Nina é uma gata pequena. Como na primeira cria nasceram três machos e nessa houve 3 machos e uma fêmea, achamos que é possível que a conta desta última se repita. Mas nunca se sabe... Uma certeza é de que outros laranjinhas virão. Talvez todos sejam laranjinhas, só que mais peludinhos. Na fila já está a J. Faltam mais 2 candidatos, um dos quais (ou 2 dos quais, por garantia...) precisam aceitar uma fêmea.

Deixa de preconceito, gente! É só esterilizar a bichinha. E gata não é igual a cadela. Ela não menstrua, não vai sujar suas cadeiras e seus sofás.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Resposta em verso

Conversando com um aluno-poeta, combinamos que ele me mandaria alguns de seus poemas para eu ler. Enviou-mos mais tarde e, aproveitando o ensejo, perguntou-me se eu também escrevia. E assim, com o pesar de quem não escreve há muito, acabei respodendo em verso:

Já escrevi muito. Sobretudo na adolescência.
Com os cadernos, foram-se os poemas.
Inclusive alguns da época da faculdade.
Atualmente, alguns espasmos d'alma me fazem versejar.
Mas não quero rimar lágrimas com esperança,
nem desejo com dor.
Então deixo as página brancas.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Gatinhos e papai gatinho

Filho de Rajá, Rajazinho é. Vejam como são parecidos!

O papai quando era bebê:



































Os bebês iguaizinhos ao papai:



































domingo, 16 de agosto de 2009

Cuidados com os gatinhos

Você que vai recebe um dos filhotinhos da Nina ou filhotinhos de qualquer outra gata, precisa se preparar. Gatos quase não dão trabalho, mas exigem alguns cuidados.

O que você precisa ter em casa:
  • uma caixinha de areia - É possível comprar um kit com caixa de areia, pazinha, e 2 comedores por apenas R$12,00;

  • pazinha para recolher as fezes;

  • areia sanitária - Eu uso a Tidy Cats, que é ótima! Para um gato pequeno, dura até 1 mês inteiro, mas o mais provável é que se precise de 1 saco e meio. Custa cerca de R$ 9,80 no Mundial (nos pets custa R$ 15,00!), mas às vezes há promoção por R$ 7,98. Vale muito a pena, pois nenhuma outra mais baratinha vai durar isto. O legal desta areia é que ela não faz torrões. Deve-se misturar a parte da areia molhada de xixi com a parte ainda seca. Ela vai secar naturalmente até saturar. Você vai perceber quando for hora de trocar, pois além de a cor não voltar ao natural, o odor da urina não vai ceder. Aí deve-se lavar a caixa de areia. Gatinhos não gostam de sujeira e se a caixa de areia estiver suja, eles prendem o cocô até você deixar o ambiente limpinho. E é fácil com o cocô: basta retirá-lo, pôr em uma sacola plástica bem amarrada e jogar fora. Ah! Não se preocupe em ensinar seu gatinho a usar a caixinha de areia. Apenas mostre onde fica que ele vai usar automaticamente! Não é uma beleza?

  • 2 comedouros: um para água e outro para comida. Pode ser que seu gatinho prefira, como o meu, água corrente e só queira tomar água da torneira. Não o prive. Tomar água é importante para a prevenção de cálculo renal, ao qual os gatos são muito propensos. Veja aí ao lado o Melca aparando a água com a patinha para tomar.

  • Ração (claro!) que não seja daquelas muito baratinhas. Evitem as rações de R$ 4,00 reais, porque elas não fornecem os nutrientes necessários e podem provocar cálculo renal, queda excessiva de pêlos, fezes com odor muito forte, etc. Por esse mesmo motivo, JAMAIS use Whiskas, que sempre provoca cálculo nos bichanos.

  • arranhador. Item de primeira necessidade se você quiser que seu sofá permaneça inteiro. Pode ser que ele prefira um carpete/capacho de fibra de coco. Providenciem um. Eles adoram. O Melca usa o arranhador, mas a Nina só usa o capacho.
  • uma almofadinha ou caminha para ele ter um lugar só seu. Esse não é uma necessidade. E é verdade que às vezes eles preferem o sofá. A Nina sempre foi muito obediente e não subia no sofá de jeito nenhum, porque a gente proibia. Mas quando emprenhou a primeira vez, ficava olhando para mim com um olhar comprido e eu acabei dizendo: - Sobe, Nina, pode subir. Pronto. Depois disso não adiantava mais proibir, né?

  • brinquedinhos - há uns ratinhos baratinhos, de R$ 2,50 ouR$ 3,00 que eles adoram. Vale testar. Mas pode ser que eles elejam o próprio "brinquedo", como o Melca, que adora brincar com o medidor do Vanish. Ele sobe no parapeito só para buscá-lo. Quando não está lá, ele vem miar, pedindo para a gente pôr no lugar porque ele quer derrubá-lo! Danadinho! Dê uma olhada.



  • Caixa de transporte própria para gatos. Aquelas bolsinhas lindinhas que a gente pode usar para os cachorrinhos significa fuga certa para os gatinhos. Eles pulam para fora mesmo! Obs: gatinhos não pecisam de banho toda hora. Eles são limpinhos por natureza. Se quiser dar, um vez por ano é mais do que suficiente. E no Pet, que é para correr o risco de sair toda arranhada.





Os meus filhotinhos não têm pulgas, mas se você adotar algum com pulgas, leia a embalagem do produto para ver a partir de que idade ele pode ser utilizado. Muitos, inclusive os mais recomendos, só podem ser usados em gatinhos com mais de 2 meses.

NÃO ESQUECER AS VACINAS!

Dar ao menos
- Rábica (só a partir de 4 meses) - protege contra raiva, obviamente.
- Tríplice (a partir de 2 meses) - protege contra Rinotraqueíte, Calicivirose, Panleucopenia

A veterinária dos meus disse que a rábica é mais uma vacina social, para ninguém ficar paranóico caso o gato morda alguém. Mais importante mesmo para a saúde do animal é a tríplice felina


Dica: os siameses têm propensão à gengivite, portanto, seria bom acostumar desde cedo a fazer a higiene bucal dos gatinhos com uma gase embebida em água oxigenada 10 vol. (medicinal). Digo isso porque a Nina tem gengivite e embora seus filhotinhos sejam vira-latas lindos, eles também podem vir a ter, como aconteceu com o Melca. Se eu tivesse sabido disso antes, teria prevenido.

Para finalizar: gatinhos adoram dormir amontoadinhos, lamber uns aos outros e brincar juntinhos, então é sempre bom ter ao menos 2! E as despesas não aumentam quase nada. Além do mais, você curtirá muito ver os dois brincando. É alegria garantida!. Assim como nós gostamos de companhia humana, eles também gostam de companhia felina.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O sexo dos anjinhos

Se eu não estiver enganada, são três machos e uma fêmea. Dois laranjinhas machos (disseram que os gatos dessa cor só são machos. Estou começando a acreditar, porque dos 5 laranjas que Nina já teve, todos foram machos!). Os rajadinhos cinza e preto são um casal.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Nós somos muito desejados


Muita gente querendo gatinhos. Mas eu só tenho 4! Aos futuros donos, algumas recomendações:




- Fazer o possível para pôr telinha na janela. Ou dar um jeitinho de impedir que eles consigam subir.


- Em hipótese alguma dar Whiskas ou aquelas rações de R$ 4,00 porque elas dão cálculo renal mesmo!


Eu já tinha ouvido muitos relatos a respeito e depois fiquei sabendo que o gato da minha estagiária, que comia essas rações baratinhas, teve cálculo. Operou, ela trocou a ração e agora ele está bem.


O Sassarico, filhotinho da primeira ninhada da Nina que eu dei para minha antiga empregada, também teve cálculo por causa da Whiskas. Ela teve de correr para o veterinário e teve bons gastos.


Ração baratinha demais é uma economia que depois gera despesas, se você tem compaixão pelos bichinhos. Se não, eles acabam morrendo com muitas dores por falta de tratamento.


Ração mais barata que é razoável é a Sabor e Vida. Acho que custa até menos que a Whiskas, mas nunca ouvi relatos de problemas.


Entretanto, se você puder, melhor mesmo são a Premier e a Royal Canin. Eu ainda prefiro a Premier. Vale mais a pena comprar o sacão de 7,5 kg, que apesar salgar mais na hora de pagar, sai bem mais barato na conta final. E também os gatos comem menos, por ser uma ração super premium, extremamente balanceada. O pelo (sem acento) fica mais brilhoso, o cocô menos fedido e em menor quantidade. Uma beleza!


Foto de calendário!

Essa primeira parece foto de calendário! Pena que a caminha estava desarrumada...



Nina - parto

Aqui, o nascimento de um dos filhotinhos. Eu filmei 2, ou melhor, pensei que tivesse filmado, mas a emoção era tanta que esqueci de apertar play... Então esse é o único vídeo que tenho do nascimento dos gatinhos.
video

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Nasceram!

São quatro: dois rajadinhos de preto com cinza (e preto com marrom queimado no pescoço) e dois laranjinhas rajadinhos também. Muito fofos. Eles têm 14cm! São enormes! Depois posto um vídeo com o nascimento de um deles. Em princípio, as primeiras fotos. Daqui a 15, 20 dias dias eles estarão mais fofinhos. Por enquanto eles têm cara de recém-nascidos, como não poderia deixar de ser.









Melca em dois momentos de curiosidade e ciúmes. Ele olhava, intrigado aqueles filhotinhos, sem entender nada, e rosnava baixinho, em protesto! Pode? Puro ciúmes.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Deus, um beija-flor


Sentada na cama, bíblia na mão, o dia amanhecendo, mas ainda em penumbra, celular com a câmera ligada no modo flash, para servir de lanterna e iluminar as pequenas letras que contavam a história do povo de Israel que estava prestes a entrar na Terra Prometida, aquela onde manava leite e mel. Súbito, um pequeno vulto na janela do meu quarto, no oitavo andar. Um beija-flor se sustenta no ar, olhando para dentro. Será que vai entrar? Lindo, desliza cerca de 30, 40 cm de uma lado para o outro, olhando, sem atrever-se a romper a barreira das grades de meu quarto. Lembro-me de que a câmera está ligada e, para registrar esse beijo de bom dia, desligo o flash. O beija-flor desce e some. Preparo a câmera. Ele reaparece no meu campo de captura, mas fica tão pequenininho no visor... Preparo o zoom. Ele some. Posiciono a câmera. Agora ficará perfeita. Ele não volta. Já se foi. Não tenho como provar; não ficou registrado. Mas ele estava ali, olhando-me.
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Pensei naquele povo cuja história eu lia e que caminhava para um lugar que não via, mas que sabia que estava lá, preparado para ele porque Deus prometeu. Assim como o meu beija-flor que eu não posso mostrar aqui, mas que existe. Então lembrei dos meus sonhos. Eles não existem, ainda, para mim. Mas são sonhos que fazem parte da eternidade. E em algum momento a minha transitoriedade cruzará com esse átimo da eternidade e se tornará o meu presente. Às vezes nos esquecemos do mistério e achamos que Deus não nos ouve. E nos sentimos sós. Como, então, crer nEle, se não O vemos? E aí lembramos de nossa sanidade em meio ao caos; de nossa esperança insistentemente renovada, apesar dos fracassos; dos momentos de socorro no tempo certo, no kayrós. Então nos damos conta de que Deus é aquele beija-flor quase inverossímel na janela do 8º andar. Quando menos esperamos, Ele aparece. Só para nos fazer sorrir e nos lembar de que, apesar de não aparecer na foto, Ele está lá conosco, nas horas e lugares improváveis.


Roendo as unhas

Já recebi inúmeras ligações de amigos querendo saber se tinham nascido, o que mostra que não estou sozinha na minha ansiedade à espera dos filhotinhos da Nina.
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Hoje acordei sobressaltada com uns miadinhos ao longe. Pulei da cama pensando: - Por que será que ela não me avisou desta vez? Cheguei à sala e lá estava a Nina, toda refestelada, parte traseira na caminha, o resto do corpo no sofá. Mas a barriguinha estava no lugar e nem sinal de trabalho de parto. Voltei para a cama para tentar alcançar o sono.
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Os miados? Algum gatinho perdido no terreno baldio que tem lá embaixo, na rua atrás do meu prédio.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

53 dias de prenhez (reeditado!)


Acima, com 48 dias ...

... aqui, com 53.

No dia 21 de julho (niver da minha irmã) Nina faz 2 meses. A partir daí, os gatinhos podem nascer a qualquer momento. Acredito que nasçam lá pelos dias 24 ou 25. Estou torcendo para não serem mais de 4.
Já há uma filinha à espera dos bebês:
  • minha irmã mais nova quer um macho; fêmea, nem pensar! (preconceituosa!);
  • uma amiga também quer um macho;
  • eu tinha esquecido da Mary, vizinha da minha sogra. Ela está na fila, mas pensando no assunto. Não definiu sexo.;
  • uma conhecida quer uma fêmea (ufa!);
  • e eu, que na verdade sou a primeira da lista, quero um macho também!
  • meu irmão resolveu entrar na fila também. Tem mais gente do que gato!
Não sei como será... Na primeira ninhada vieram dois machos e uma fêmea. (Acabei de saber hoje, dia 24/7 que o suposto casal que eu dei eram 2 machos, ou seja: a Nina só pariu mactho!)
Se agora vierem 2 fêmeas, o que será de mim?! Alguém se habilita?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Vocação e terapia

Eu nunca na minha vida formulei o seguinte pensamento: - "quero ser professora." Também nunca verbalizei tal frase. A única que pensei foi "quero fazer psicologia". Também não sei se queria ser psicóloga, mas talvez. Não posso reclamar da vida, pois pude experimentar dois cursos e, durante um período, tentei conciliar Letras na UFF e Psicologia na UFRJ. Como eu já estava no terceiro período de Letras, gostando e indo muito bem (era monitora, etc.) e não aguentava mais o cheiro do formol nem olhar para os pedaços de defuntos da aula de anatomia no Fundão, que era de manhã cedo e eu assistia ainda sem tomar café (acho que era até melhor para evitar revertérios estomacais) decidi que iria trancar o curso e, quando terminasse Letras, concluiria o curso. O fato é que depois da graduação, veio o mestrado; depois do mestrado, o doutorado. E a idéia da Psicologia caiu no esquecimento, até porque eu não tinha mais paciência para enfrentar mais 5 anos nos bancos de graduação. Eu não iria aguentar os coleguinhas e a recíproca seria verdadeira.
A verdade é que eu fiz Letras, mas sem pensar nas consequências dessa minha escolha. Finda a graduação e precisando trabalhar, restou-me a sala de aula, nunca dantes sonhada.
Esta semana chamei uma aluna para o corredor, enquanto a turma fazia exercício, e fui conversar com ela, aconselhá-la. Os curiosos ficavam olhando, volta e meia. Quando voltei à sala, uma aluna veio para a frente e perguntou, sorrindo: "- É terapia, professora? Também quero! Quais são seus horários de atendimento na coordenação? " Dei os horários. Ela prosseguiu: "- Então, se eu precisar, posso procurar?" . Claro que pode, respondi, toda animadinha, começando a fazer uma agenda imaginária de atendimentos. Parece que estou redescobrindo minha vocação. Pena que isso não vá fazer a menor diferença na minha conta bancária. Mas um dia eu me vingo dessa minha vocação para carreira mal remunerada! Ah, me vingo!
Para refletir OU A moral enviesada da história: Se gastar sua energia primeiro em obter prazer, pode não sobrar nenhuma para batalhar por dinheiro; se gastá-la, entretanto, primeiro em garantir dinheiro, este possibilitará seu prazer.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Aumentando a família........................................ felina!

Resolvemos que para ver a misturinha entre Nina e Rajá, valeria a pena aumentar a população de gatos da casa. No momento, temos 2: Nina e Melca, filhote de sua primeira ninhada, um machinho de quase oito meses, já castrado. Se a prenhez da Nina seguir o padrão da primeira, haverá 3 filhotinhos. Foi o que previ da vez passada, sem erro. Ficaremos com 1 filhotinho e precisaremos de 2 "famílias adotivas" para os outros 2. Ou uma, se a pessoa quiser levar os dois irmãos, que foi o que ocorreu na última vez.

Na primeira prenhez tivemos:

+ =
Pai: vira-lata mei feiosim; Mãe: Nina, mestiça de siamesa, lindinha


=


Agora a situação é diferente. Teremos o seguinte: Nina e Rajá, lindão de 4kg!

+ =
Sem saber a ascendêcia deles, pode vir qualquer pelagem por aí. Estou torcendo para que sejam os vira-latas mais lindos do mundo! Os pais prometem, mas genética é sempre uma incógnita!

Os dois já se entenderam. Ao menos durante o cio. Depois ela pôs o coitado pra correr, que é pra não perder o costume! Safadinha. Ficou toda oferecida enquanto interessava, toda derretida... Depois que conseguiu o que queria, ficou só rosnado!

P.S.: Há duas semanas Rajá tem novo lar: a a casa da minha amiga Vera, que se apaixonou por ele e aliviou a população felina lá de casa, porque minha irmã, desempregada, abriu mão da guarda e o bichano acabou parando lá em casa. Era briga todo dia com a Nina.

sábado, 16 de maio de 2009

PG - "Meu Universo"

Sempre

sábado, 25 de abril de 2009

Devolve, que é meu!

Centro do Rio, em frente ao Shopping Av. Central. Encaminho-me em direção ao metrô. Um bando de pivetes (desculpem-me, mas não vai rolar um vocabulário politicamente correto), de variadas idades, vinham na direção contrária. Não me dei conta. Estava distraída. Eu os vi, mas não liguei, digamos assim, as pessoas à atividade que costumam exercer.

Súbito, um garotinho, que depois disse ter 9 anos, saltou no meu pescoço, puxou meu cordão, arrebentando-o e levando junto um pingente em forma de gatinho que eu comprei num ato de paixão à primeira vista.

Sabe aquela fração de segundos em que passam mil pensamentos pela mente da gente? Levei a mão ao pescoço em movimentos lentos. Perdi meu gatinho. Não me conformo. Tão lindo. Tão caro. E olho o menino dar uma pequena corrida e passar a andar calmamente, uns 5, 7 metros à frente. Não pensei. Corri atrás do pivete! Quando o alcancei, como não estava raciocinando muito bem, toquei seu boné e ele, no susto correu.

-Que foi? Te roubou? Pega! Pega! Ladrão!

Eram os populares. Solidários, correram atrás do menino. Quando foi trazido até mim, já seguro por um guarda municipal, ainda tinha meu cordão na mão.
- E o pingente?
- Deve ter jogado por aí...
- Senhora, vai dar queixa? Vai querer levar para a DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente)?
- Eu quero meu pingente. Era um gatinho.
- Deixa pra lá. Nem era de ouro, era? - Pergunta um dos curiosos que nesse momento, já eram muitos.
- Não importa, moço, eu o quero.
- Acho que ele jogou por ali - afirma um outro, saindo para procurá-lo em plena Rio Branco.
- Aqui, ó moça, achei!

Olho para aquele gatinho lindo e abro um sorriso de alegria pelo reencontro e gratidão por que o devolveu. Não fosse ouro branco, provavelmente não o teria recuperado. Surpreendentemente, como vocês puderam constatar, recuperei tanto o cordão quanto o pingente.

Agora estou proibida de voltar ao centro nos próximos meses. De qualquer forma, precisando voltar, vou fantasiada de bem pobrezinha, com uns óculos de sol enormes, para evitar reconhecimento. Afinal eu fiquei fazendo exposição da figura por uns quinze minutos enquanto aguardava a viatura da GM e ainda tive que aturar os transeuntes (camelôs, segundo os guardas), me dizendo para não dar queixa, que eu tinha recuperado o colar, que não iria dar em nada, que eu iria perder o meu tempo, etc. Pode até ser que não dê em nada e que eu tenha perdido tempo, mas cumpri meu papel de cidadã e mostrei que não estou simplesmente conformada. Se o menor infrator não me dá sossego, não sou eu que vou dar a ele!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Ressurreisamba!


Mais uma do Joe .
E quem melhor que ele para misturar clássico e samba, fazendo da Páscoa um belo batuque?!



sábado, 21 de março de 2009

João Pessoa, pedacinho de paraíso

O motivo da viagem foi um congresso. Eu fui, apresentei meu artigo, recebi meu certificado. Mas eu sou filha de Deus e na minha religião é pecado capital ir a uma criação divina tão linda e não conhecê-la nem um pouquinho. Então, cumprindo os ritos sagrados, visitei os lugares santos abaixo. Pelo caminho, encontrei outros adeptos.

Mais congressistas devotos

Que perigo...


Na trilha até Praia Bela, a roda do carro ficou a meio metro do chão.







Tem alguém quase se afogando aí?







Reza a lenda que quem passa 3 vezes pelo buraco do amor (que nome!) fica rico e casa com o amor de sua vida. Como eu já encontrei o meu amor, vou tentar a mega sena mesmo!




Esse é o ponto mais oriental da Américas